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Níveis de atividade física, e não de sedentarismo, indicam risco de obesidade entre crianças

Algumas pesquisas já mostraram que muito tempo de sedentarismo pode provocar excesso de peso e aumentar o risco de doenças cardiovasculares, independentemente da prática de atividade física. No entanto, o mesmo não vale para as crianças, segundo um novo estudo americano. Para elas, o maior fator de risco para a obesidade é a falta de exercícios físicos, e não o tempo em que passam sentadas em frente à televisão. Ou seja, quanto mais atividade física um jovem pratica, menos gordura corporal ele irá acumular, não importa quantas horas ele passe em frente à televisão. Essas conclusões foram publicadas na edição desta semana do periódico The Journal of Pediatrics.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Soyang Kwon, pediatra da Universidade Northwestern, em Chicago, uma possível explicação para essa diferença entre adultos e crianças está no fato de que os mais jovens são, em geral, mais ativos do que pessoas mais velhas. Kwon ressalta que isso não quer dizer que o estudo apoie o sedentarismo entre crianças. “Nossa pesquisa suporta as diretrizes atuais para a prática de atividade física”, diz. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos recomenda que crianças e adolescentes realizem atividades da mesma intensidade de uma caminhada rápida (cerca de 5,5 quilômetros por hora) durante uma hora todos os dias.

As conclusões desse novo estudo se basearam nos dados de 277 meninos e 277 meninas de oito a 15 anos de idade que foram acompanhados ao longo de nove anos. Durante esse período, esses jovens tiveram sua composição corporal, teor de gordura e densidade óssea medidos. Além disso, eles usaram, em dias específicos, um acelerômetro, aparelho que mede o movimento do corpo e a intensidade das atividades…

 

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Revista Isto É – Ter televisão no quarto aumenta o risco de obesidade

Não são poucas as pesquisas que comprovam que quanto mais tempo uma criança passa em frente à televisão, pior para a sua saúde. O hábito, afirmam esses estudos, está ligado a uma pior alimentação, a dificuldades de aprendizado e de desempenho em esportes, além do aumento da gordura corporal e, consequentemente, do risco da obesidade. Agora, um trabalho desenvolvido nos Estados Unidos mostra que o fato de uma criança possuir uma televisão em seu próprio quarto pode aumentar tais prejuízos, especialmente em relação ao acúmulo de gordura. Essas conclusões estarão presentes na edição de janeiro do periódico American Journal of Preventive Medicine.

O estudo, desenvolvido no Centro de Pesquisas Biomédicas Pennington, nos Estados Unidos, acompanhou 369 crianças e adolescentes de cinco a 18 anos de idade, avaliando aspectos como índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal, pressão arterial e níveis de colesterol no sangue.

Os resultados mostraram que, de fato, os jovens que tinham televisão no quarto passavam mais tempo sentados em frente ao aparelho do que o restante dos participantes. Além disso, esses participantes, em média, tinham maiores níveis de gordura subcutânea (que geralmente se acumula na barriga, nas pernas e no culote), de gordura visceral (que fica em torno dos órgãos) e maiores medidas de circunferência abdominal…

 

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