Arquivo para: 31 de janeiro de 2013

Saiu na Veja – Pesquisadores descobrem como ativar a gordura “boa”

Pesquisadores do Joslin Diabetes Center, em Boston, nos Estados Unidos, conseguiram identificar pela primeira vez duas vias moleculares fundamentais para a ativação da gordura marrom, chamada de “gordura boa”, no organismo. Como essa gordura leva a um gasto calórico mais elevado, a descoberta pode ser um passo importante na luta contra as epidemias de obesidade e diabetes pelo mundo.

Publicado no periódico médico Endocrinology, o estudo encontrou dois caminhos que levam à ativação da proteína necdin, responsável por impedir que a gordura marrom cresça. Com essa informação, procurou-se, então, descobrir outros caminhos de ação: seja para inativar ou ativar a necdin pelo estímulo a duas proteínas distintas. “Essa é uma peça muito importante do quebra-cabeça”, diz Aaron Cypess, coordenador da pesquisa. “A questão é que temos de aprender a cultivar essas células de gordura marrom. Há muita informação ainda faltando, mas preenchemos alguns detalhes importantes.”

De acordo com a pesquisa, a descoberta pode ajudar a desenvolver intervenções com o uso da gordura marrom para o tratamento da obesidade e do diabetes. Uma das ideias levantadas seria a de cultivar a gordura marrom em laboratório e transplantá-la para o corpo de pessoas que necessitem dela. Outra, poderia ser o desenvolvimento de drogas que estimulem o crescimento desse tecido no organismo…

 

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Comer durante a noite pode desregular o ‘relógio alimentar’

Durante as férias e festas de fim de ano, é comum comer mais tarde do que o usual, ou mesmo no meio da noite. Estudos mostram que essas atitudes podem desregular o ‘relógio alimentar’ presente no organismo, que controla os períodos em que o corpo se prepara para se alimentar.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade da Califórnia, em São Francisco, ajuda a entender como esse relógio funciona em nível molecular. O estudo, publicado na edição de dezembro do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que uma proteína denominada quinase C exerce um papel importante na reprogramação do relógio alimentar.

Em lugar de engrenagens e peças metálicas, esse relógio é composto pela interação de genes e moléculas, que mantêm o organismo em um nível metabólico estável. Esse mecanismo controla os genes relacionados a todo o processo de aproveitamento dos nutrientes ingeridos, desde a absorção no sistema digestivo até sua distribuição na corrente sanguínea. Ele também é capaz de antecipar nossos hábitos alimentares, o que explica porque é normal sentir fome perto da hora do almoço…

 

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Proteína pode explicar porque algumas pessoas queimam menos gordura do que as outras

A equação para perder peso é simples: basta gastar mais calorias do que se consome. Algumas vezes, no entanto, a prática de exercícios parece não surtir efeitos na queima de calorias. Diante disso, pesquisadores da Alemanha desenvolveram um estudo para entender por que esse ‘defeito’ ocorre no organismo de algumas pessoas — e as conclusões apontaram para um culpado: a falta de uma proteína chamada p62. Segundo os cientistas, a carência dessa substância no tecido adiposo afeta o equilíbrio do metabolismo, fazendo com que o nosso corpo passe a armazenar mais gordura e a queimá-la menos do que o normal. A descoberta, eles acreditam, pode abrir caminho para novos tratamentos contra a obesidade.

A pesquisa, feita na Universidade Técnica de Munique e publicada nesta semana no periódico The Journal of Clinical Investigation, é a continuação de um estudo feito anteriormente pela mesma equipe de especialistas, coordenada por Jorge Moscat. Nesse primeiro trabalho, o grupo fez com que camundongos de laboratório não apresentassem nenhuma quantidade da proteína p62 e, como resultado disso, todos os animais passaram a ser obesos, a sofrer de síndrome metabólica e diabetes. Além disso, em comparação com camundongos que apresentavam a proteína, gastavam menos calorias e eram mais pesados.

Os pesquisadores, então, realizaram uma nova pesquisa para buscar entender o motivo pelo qual a falta dessa proteína desencadeava a obesidade. Para isso, eles fizeram com que os camundongos apresentassem falta da proteína p62 em diferentes órgãos…

 

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