Arquivo para: 31 de dezembro de 2012

A obesidade do peso normal

Preste atenção nas fotos que estampam estas páginas. Do lado esquerdo, temos Patrick Scaravaglioni, de 29 anos. O cantor sertanejo paulista mede 1,84 metro e pesa 75 quilos. Seu índice de massa corporal, o famoso IMC, está na faixa dos 22,2, valor que o classifica como magro (veja como calcular o índice no quadro ao lado). No canto oposto, encontra-se o físico Sebastian Krieger, também de 29 anos. Do alto de seu 1,92 metro, o paulistano está em paz com a balança: 84,3 quilos. Seu IMC bate na casa dos 22,9 numa palavra, esbelto. Os dois, portanto, estão praticamente empatados em matéria de IMC. E, à primeira vista, livres de preocupações, por assim dizer, gordurosas. Mas as aparências (e as medidas) enganam. De acordo com os resultados de um recente estudo da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, um deles, pasme, pode ser considerado um gordo, ou melhor, um obeso de peso normal.

É isso mesmo, confirma o cardiologista Francisco Lopez-Jimenez, principal autor da pesquisa, um verdadeiro petardo contra o IMC. Durante anos, pensamos que esse índice era o método mais eficaz para mensurar a gordura corporal, conta a SAÚDE! o médico mexicano, que hoje vive na Flórida. Nosso trabalho, porém, prova que ele está longe de ser preciso. Para chegar a essa conclusão, a equipe de Lopez-Jimenez avaliou cerca de 2 mil adultos, todos com o IMC ideal, ou seja, entre 18,5 e 25. Os pesquisadores descobriram que mais da metade dos voluntários tinha uma obesidade mascarada pelos números.

Por meio de informações adicionais, como os níveis de colesterol e a medida da circunferência abdominal dos participantes, o time da Clínica Mayo descobriu que, apesar da silhueta esguia e do IMC normal, os neo-obesos tinham gordura de sobra. E isso é péssimo. O tecido adiposo em excesso fabrica altas doses de substâncias nocivas, como a interleucina 6 e o fator de necrose tumoral alfa. Essa dupla inflama as paredes dos vasos, contribuindo para entupi-los. O tal fator de…

 

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Saiu na revista Super Interessante – A dieta da ciência

Começou com um docinho depois do almoço. Depois, era batata frita a semana toda. Água, nem pensar – só refrigerante. Até que arroz com feijão virou uma combinação insuportável. Para fazer efeito, só se fosse cheeseburguer. Essa é a história de um cérebro viciado e prostituído: ele sabe que salada é mais digna para a saúde, mas gosta mesmo é de gordura e açúcar e se vende ao primeiro que aparecer com isso. Em troca, libera dopamina, a substância inebriante do prazer. Nunca foi tão claro para a ciência que a comida de hoje tem o mesmo poder viciante da cocaína e da heroína. “A sensação agradável provocada pela comida estimula o centro de recompensa do cérebro, em um processo parecido com o do vício e da excitação sexual”, diz o neurologista e neurocirurgião Jorge Pagura. “Hoje, o centro de recompensa é alvo de experiências para o controle do apetite.” Agora vamos entender isso melhor. E, mais importante, mostrar também como novas descobertas da ciência podem revolucionar sua dieta. Bom apetite!

Sexo, dogs e hot roll

Você vive em 2012. Mas seu cérebro empacou em lá por 200 mil a.C. Foi quando surgiram os primeiros humanos anatomicamente iguais a você e eu, em algum lugar perto de onde hoje fica a Etiópia.

A vida era complicada por lá. Não era todo dia que dava para caçar um bisão ou uma gazela. E, nos dias em que não dava, o jeito era apertar o cinto. Por causa disso, o corpo desenvolveu um método interessante de sobrevivência: nos transformou em camelos alimentares. Passou a estocar comida em “corcovas” de gordura, que carregamos principalmente na barriga e nos quadris. Quando aparecia uma gazela, comíamos mais do que precisávamos. O excesso ficava acumulado. E nos tempos de gazelas magras o corpo se alimentava dessa gordura. Era o jeito.

Para fazer com que comêssemos mais do que o necessário a cada caça, o cérebro criou um mecanismo engenhoso: nos recompensar com doses cavalares de prazer cada vez que comíamos algo que fosse fácil de ser absorvido pelo corpo…

 

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Revista Isto É – Ter televisão no quarto aumenta o risco de obesidade

Não são poucas as pesquisas que comprovam que quanto mais tempo uma criança passa em frente à televisão, pior para a sua saúde. O hábito, afirmam esses estudos, está ligado a uma pior alimentação, a dificuldades de aprendizado e de desempenho em esportes, além do aumento da gordura corporal e, consequentemente, do risco da obesidade. Agora, um trabalho desenvolvido nos Estados Unidos mostra que o fato de uma criança possuir uma televisão em seu próprio quarto pode aumentar tais prejuízos, especialmente em relação ao acúmulo de gordura. Essas conclusões estarão presentes na edição de janeiro do periódico American Journal of Preventive Medicine.

O estudo, desenvolvido no Centro de Pesquisas Biomédicas Pennington, nos Estados Unidos, acompanhou 369 crianças e adolescentes de cinco a 18 anos de idade, avaliando aspectos como índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal, pressão arterial e níveis de colesterol no sangue.

Os resultados mostraram que, de fato, os jovens que tinham televisão no quarto passavam mais tempo sentados em frente ao aparelho do que o restante dos participantes. Além disso, esses participantes, em média, tinham maiores níveis de gordura subcutânea (que geralmente se acumula na barriga, nas pernas e no culote), de gordura visceral (que fica em torno dos órgãos) e maiores medidas de circunferência abdominal…

 

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